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Como organizar ambientes para deficientes físicos

Moradias ou ambientes de trabalho exigem adaptações específicas a cada tipo de necessidade especial. A vida dos deficientes visuais, por exemplo, muitas vezes é imensamente facilitada com a troca das lâmpadas convencionais por outras mais fortes. Outra opção é filtrar a luminosidade por meio de cortinas ou outras ferramentas que diminuam o ofuscamento visual.

Há ainda outras regras simples, como manter os pisos limpos e sem desníveis ou irregularidades. Para outros tipos de necessidades, existem móveis como as cadeiras que permitem regulagem para o portador de deficiência trabalhar sentado ou mesmo em pé.

Uma organização que garanta a acessibilidade de deficientes físicos geralmente requer mais do que a adoção de medidas superficiais, passando primeiramente por um projeto de engenharia e arquitetura específico.

Segundo cálculos realizados no fim da década de 60 pela National Comission on Architectural Barriers to Rehabilitation of the Handicapped (Comissão Nacional em Barreiras Arquitetônicas para a Reabilitação de Deficientes), a uma construção adaptada desde o início às necessidades de pessoas especiais custa cerca de 1% mais do que um projeto convencional. Já uma reforma posterior com o mesmo objetivo custaria cerca de 25% sobre o valor inicial da obra.

A proposta do design universal, também conhecida em inglês por termos como “health house" (casa saudável), "flex house" (casa flexível) e “lifetime home" (casa para a vida inteira), prevê a praticidade, conforto, autonomia e segurança no uso do ambiente em questão por pessoas de qualquer idade, sexo e condição física. O conceito surgiu na década de 90 nos Estados Unidos. 

Além das normais relacionadas à construção, o design universal também prevê a adoção de um mobiliário que permita sua utilização por diversos tipos de pessoas, incluindo as deficientes físicas. Atualmente, o número de itens que se adapta a esse conceito é bastante extenso, incluindo os que minimizam esforços manuais e acidentes.

Exemplos disso são eletrodomésticos como ferros de passar roupa programados para desligar de forma automática. A situação ideal é aquela em que a arquitetura somada ao mobiliário garanta uma funcionalidade que permita a compensação das limitações físicas.

  • As pessoas com necessidades especiais já têm à mão uma grande quantidade de opções que permitem a organização eletrônica de suas atividades pessoais ou profissionais. Para chegar a elas, o deficiente físico pode instalar, por exemplo, softwares que atendem ao comando de voz e podem até mesmo responder ao usuário por meio de um sintetizador de voz.
  • A construção de rampas de acesso é essencial quando somente houverem degraus.  
  • Para os deficientes físicos e usuários de cadeiras de rodas, as portas devem ser largas o suficiente para permitir sua passagem. Lembrar que eles também precisam trafegar de um cômodo a outro no interior da casa, então o quesito largura se aplica a todas as portas.
  • No banheiro deve haver espaço para se colocar a cadeira ao lado e fazer a transferência. No Box deve haver um banquinho firme na parede e corrimão para apoio.

Escolas Especializadas

1 - Há maior integração com a família para proporcionar orientação e apoio de maneira informal.

2 – Geralmente existem oficinas pedagógicas. Nesse local são trabalhadas habilidades motoras básicas e são descobertos interesses dos aprendizes. Nelas, seu filho estará em contato com diversos materiais diferentes, ferramentas e equipamento simples, que poderão experimentar sem compromisso com a produção.

3 - Existem, também, as oficinas protegidas de trabalho, locais que provêm trabalho protegido para pessoas portadora de deficiência mental.

Sônia Falcão, terapeuta ocupacional, soniafalcao@uol.com.br